Qual o caminho? – A História

Olá Amigo!

Dedicarei esse espaço para uma idéia que me veio. Escreverei, periodicamente, uma história aqui, onde no final o(s) personagem(ns) da história terá(ão) que escolher qual rumo tomar. Em todo final de história terá o seguinte questionamento: “Qual o caminho?” e as alternativas. Conto com a sua partipação para que mande um comentário com o seguinte formato:
Caminho:Qual caminho deve-se escolher
Razão: Por que deve-se escolher esse caminho.
Sugestão:Sugestão de como está a história e de como deve continuar.

No próximo post continuarei a história com o caminho que teve maior votação e/ou que melhor argumentou sobre a razão de escolha. Entendido? Se não, tente ler novamente do início e depois comece a ler a história que você já entende. Se sim, vamos começar a história e chega de blá-blá-blá.
Só peço seriedade nos posts para que a história fique interessante.

EPISÓDIO 1 – O Início

Era o primeiro dia um mês de novembro como outro qualquer na cidade de Oliveiras. O ano era de 2007. Félix levava uma vida medianamente normal. Tinha 20 anos e trabalhava num centro de informática onde ministrava aulas e prestava serviços técnicos na área. Estava há dois anos nesse emprego graças ao curso que tinha feito nesse mesmo centro de informática e por ter se destacado na turma. O nome do centro era Path Informática e o curso que Félix fez foi em técnico em informática. O curso durava 3 anos e tinha ênfase em redes de computadores.

Félix sempre teve fascinação por computadores. Seu primeiro contato foi com um AMD K6 de 4gigabytes de espaço no HD e 96 mega bytes de memória. Essa máquina foi quem lhe abriu o caminho para novas experiências, numa época onde a internet estava sendo cada vez mais impulsionada e haviam muitas coisas a serem descobertas. E assim ele começou a desvendar os mistérios e as maravilhas por trás da computação. Sempre morou em um prédio no centro da cidade que foi herdado por seus pais de seu avô já falecido. Seu trabalho ficava há 3 quadras de sua casa. Assim ele sempre almoçava em casa e quando saia mais tarde do trabalho passava em uma barraquinha de cachorro-quente que tinha na mesma quadra da Path Informática. Quando fazia isso não jantava em casa. Em casa fazia um trabalho extra e mantinha um site próprio chamado Mundo Livre. Nesse site ele disponibilizava arquivos para download: jogos, filmes, programas de várias áreas como música, arte gráfica,  “zeladores” de pc, entre outros. Félix precisava sempre estar atualizado sobre tudo o que havia de novo para colocar em seu site. Era um site muito acessado e isso lhe rendia um dinheiro extra final do mês.

Era mais ou menos assim a vida de Félix. De casa para o trabalho e vice-versa. Aos domingos almoçava com os pais e em alguns sábados saia com uns amigos.

Ieda era musicista. Tinha 19 anos e tocava piano desde os 10 anos. Lecionava aulas de musicalização para crianças em uma escola de música local. Lecionava no período da manhã e a noite cursava, no período da noite, Licenciatura em Música em uma cidade vizinha, a cidade de São Tomé. Morava com uma tia numa casa afastada do centro da cidade. Todo dia, quando voltava da faculdade, descia no centro de Oliveiras e pegava um ônibus para o bairro Algure, bairro onde morava. Às vezes fazia uma coisa ou outra no centro da cidade e depois ia para casa. Sua tia, Isabel, era uma pessoa querida e protetora. Tinha Ieda como uma filha sua, visto que era solteira e nunca teve filho nenhum. Essa atitude as vezes incomodava Ieda, mas nada muito sério. Como a casa não era muito grande e Ieda não tinha um piano para estudar lá, ia no período da tarde no Teatro Municipal de Oliveiras e estudava no piano que havia lá.

Ieda não tinha muitas amigas, mas as que tinha eram fiéis e companheiras. Amigas de longa data. Quase todo o sábado saiam para fazer algo juntas ou assistir filme de alguma delas. Suas duas amigas era Júlia e Kátia. Júlia fazia Artes Cênicas na mesma faculdade em que Kátia fazia Dança. Júlia tinha 18 anos e Kátia 17 e já estava na faculdade pois começou a estudar um ano antes.

A cidade de Oliveiras era tranquila. Tinha o que as pessoas precisavam. Farmácia, Mercado, Hospital, lugares para entretenimento. Típico de de cidade de região metropolitana.

E este primeiro de novembro não estava diferente. Eram 20:00 e Félix já estava saindo tarde do trabalho. Estava estressado pois não tinha conseguido resolver um problema que seu chefe tinha lhe delegado. Olhou para o céu e viu que este estava meio fechado: noite escura, poucas estrelas e um vento um tanto quanto frio. Desceu pelo elevador do prédio de onde trabalhava com mais duas pessoas: uma moça loira de cabelos cacheados, olhos claros, vestindo um terninho executivo que lhe servia exato e um sapato alto com um salto de uns oito centímetros e que trabalhava um andar acima que o andar da Path; e um homem, também de roupa social e pasta na mão. Óculos circulares, não muito grande, nem muito pequenos comparados com o diâmetro dos seus olhos. O sapato nao combinava muito com o terno, visto que este era preto risca-giz e aquele marrom. Este homem Félix nunca tinha visto no elevador ou no prédio.

Ao sair do prédio Félix se despede do porteiro e……….

a)Vai direto para casa.
b)Passa na barraquinha de cachorro-quente.

Qual o caminho?


EPISÓDIO 2 – Um encontro inesperado

(Caminho escolhido: Passa na barraquinha de cachorro-quente)

Ao sair do trabalho, Félix se despede do porteiro e passa na barraquinha de cachorro-quente. A barraquinha que não tinha muito movimento, naquele dia estava. Estavam na barraquinha: um homem alto, um pouco grisalho, aparentava ter em torno de 45 anos, vestido com um jaleco branco, calça jeans e boné branco; uma mulher de estatura mediana, com traços faciais cansados, mas parecendo ser feliz no que estava fazendo, também de jaleco branco e boné branco – Os dois de jaleco branco eram donos do estabelecimento; um menino de uns 12 anos, usava chinelinho de dedo, e uma roupa não tão nova e estava com 2 cachorro-quentes na mão e estava esperando um terceiro, o que dava para concluir que ele morava nas redondezas e estava levando os cachorro-quentes para seus pais; 3 jovens mulheres que aparentavam ter idades próximas de 22 anos, todas bem vestidas e bonitas. Duas com malas semelhantes da mesma faculdade e a terceira apenas com uma pasta na mão; outros 4 amigos, vestindo roupas largas, boné e já estavam saindo com seus lanches. Félix estava próximo da barraquinha quando ouviram chamar seu nome:

– Félix… Félix.

Ao se virar ele vê o homem de óculos circular. Acha estranho ele estar lhe chamando, mas mesmo assim para e espera o homem se aproximar para ver o que ele tem para lhe dizer.

-Olá Félix. Meu nome é Gabriel. Sou consultor de uma companhia chamada Blowayck. Gostaria de conversar com você.
– Olá. Acabei de conhecer você. A única vez que tinha te visto ante foi no elevador e já achei estranho, pois nunca tinha lhe visto por aqui. O que gostaria de saber?
-Fui até a Path a procura de alguém para executar um serviço para a minha companhia e recomendaram você. Como não tinha certeza que era você mesmo no elevador, fui perguntar ao porteiro para confirmar e aqui estou. Gostaria de ir a um local mais apropriado?
-Eu estava indo comer um cachorro-quente, mas acho que não é o melhor local. Alguma sugestão?
-Conheço uma cafeteria há uns 3 minutos daqui. É um lugar reservado, tem lanches e é barato.
-Ah sim, conheço o lugar. Vamos lá.

Chegando ao local os dois sentam em uma mesa num canto mais afastado da cafeteria. O local era pequeno, com luzes amareladas lembrando uma taberna, as cadeiras e as mesas eram de madeira, os garçons usavam aventais escuros sobre roupas sociais. O dono do estabelecimento ficava atrás do balcão principal atendendo também os clientes. Ele tinha uma aparência um tanto quanto rústica: sobrancelhas grossas, mãos quadradas, alto, grisalho, aparenta 57 anos. Gabriel chegou ao dono do estabelecimento e pediu 2 cafés. Tão logo o café chegou , Gabriel e Félix começaram a conversar. Gabriel falou que na empresa Blowayck eles trabalhavam na área de tecnologia também e que estavam convidando pessoas para conhecer a empresa e possivelmente trabalhar com eles. Félix achou meio ofensivo isso de Gabriel ir buscá-lo no trabalho, mas a conversa estava desenvolvendo bem. Uma náusea veio acompanhada de uma tontura. Félix desconfiou que fosse por estar um tempo sem comer e por ter devorado rapidamente o lanche que havia pedido. Mas o mal estar não passou, pelo contrário, foi piorando, cada vez mais tonto e enjoado até que….

-Félix….Félix
Era a mãe de Félix o acordando. Félix estava perdido. Tinha sido sonho? O que aconteceu noite passada?
-Filho você já está atrasado para o trabalho! Estou indo preparar algo para você comer – e saiu do quarto.
Félix correu pelo quarto vestir. Colocou a roupa rapidamente e ao sair do quarto colocou a mão no bolso da jaqueta e havia um bilhete em um papel cartão. O bilhete estava escrito com letra impressa e dizia:

“O que aconteceu ontem está feito. Você sabe como me achar, como eu também sei onde você está”

Ao sentar na mesa para comer pensa:

a)Sigo um dia normal e ignoro ocorrido.
b)Vou a procura de Gabriel.

Qual o caminho?


EPISÓDIO 3– Um dia frustante, mas interessante

(Caminho escolhido: Vou a procura do Gabriel)

Ao sentar na mesa para comer pensa: “Vou a procura do Gabriel”. Saiu as pressas de casa sem ao menos se despedir da sua mãe. Pensando em não dar muita pista, desvia o caminho do trabalho e vai em direção a uma Lan House que ficava a algumas quadras de sua casa. Eram 10:00 e a cidade de Oliveiras já não era mais uma calmaria. As lojas estavam abertas e as pessoas circulavam pelas ruas. Ao entrar na Lan House, um amigo de Félix, chamado Eduardo, o cumprimenta:
-Fala meu amigo Félix! Como andam as coisas?
Félix responde com um “Tudo bem” recatado e diz que gostaria de tempo livre em um computador. Eduardo trabalhava há 2 anos nesse negócio de Lan House. Era a Lan House com mais movimento em Oliveiras.

Félix tentou levantar o máximo de informação sobre Gabriel pela internet. Buscou em bancos de dados que conhecia, falou com alguns contatos e até pela deformação que havia na letra impressa no cartão de Gabriel ele tentou buscar uma máquina que tivesse esse problema. Não era informação necessária para ele conseguir achar Gabriel. Até que ao final do cartão ele encontra uma sequência de caracteres em relevo:

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Uma luz vem à imaginação de Félix, mas quando ia desenvolver o raciocínio toma um susto. Seu celular começa a vibrar. Seu coração bate forte, imaginando quem seria e com um espasmo, puxa rapidamente o celular do bolso. Era seu chefe. Dizendo que com as assistências técnicas ele se virava, mas não podia ficar sem um professor e disse que era para ele ir imediatamente para a Path. Sem poder contornar a situação, Félix agradece o amigo da Lan House, paga o tempo que ficou e corre para o trabalho.

Ao chegar na Path ouve um monte do seu chefe e inventa uma desculpa qualquer para o seu atraso. Enquanto seu chefe ainda falava, fecha a porta da sala e começa a dar aula. Pede deculpas aos alunos e começa o conteúdo. Estaria tudo certo até aí se ele estivesse na sala certa. Quando se dá conta, pede desculpas novamente e sai da sala com uma “cara de tacho”, ouvindo mais uma vez do seu chefe e finalmente entra na sala certa para começar a aula. A aula não foi boa, não rendeu. Passou rapidamente os conteúdos. Félix estava frustado por não ter conseguido achar Gabriel. Pensava: “Será que sou inccapaz de de conseguir essa informação? Preciso dela. Preciso saber o que aconteceu comigo”. E passou absorto nesses pensamentos o resto do dia.

Ao sair do trabalho, como não havia comido nada o dinha inteiro resolveu passar na barraquinha de cachorro-quente, também pois acreditava que Gabriel o encontraria ali também. Andou em direção à barraquinha que hoje estava menos movimentada. Apenas com umas das três meninas que vira dia anterior. Ao chegar na barraquinha a menina se vira e diz:

-Olá Félix! Que demora ein!? Pensei que não viria mais! Mas que bom que veio, preciso falar com você.

Félix se assusta pois nunca tinha visto esta menina a não ser no dia anterior. Sem poder controlar seu assombro pede o cachorro-quente completo, esquecendo até que odiava vinagrete. Sabia que não podia ignorar a moça e responde:

-Olá! Desculpe não pude conter a curiosidade de como você sabia que eu viria aqui e também ainda não sei seu nome.
-Desculpe, essa não era a minha intenção. Meu nome é Ieda.Você não quer esperar esse cachorro-quente e irmos conversar em outro lugar?

Esse nome não era estranho para Félix. Mas eles estava ainda pensando em encontrar Gabriel, mesmo que a menina com quem encontrara despertasse sua atenção.Mas essa indagação de ir conversar em outro lugar já lhe era um tanto quanto repulsiva. E mais uma vez indeciso pensa:

a)Desconverso a Ieda dizendo que tenho compromisso, pegando o seu telefone ou algum outro meio de contato para contatá-la outro dia e vou à procura de Gabriel.
b)Dou atenção para Ieda pois quero saber da onde ela arranjou as informações
.

Qual o caminho?

obs: Para a continuidade da história Félix precisa saber o que significava aquele código em relevo. Ajude-o a descobrir.Sugestao copie o codigo e cole no bloco de notas!
Mais uma dica: Foi um código muito usado por submarinos.

 


 


EPISÓDIO 4– Um passeio, uma conversa.

(Caminho escolhido: Dou atenção para Ieda pois quero saber onde ela arranjou as informações)

A indecisão termina quando por um lapso, sem mesmo medir as consequencias, ele aceita o pedido de conversar com Ieda. Paga o cachorro-quente e pergunta:
– Para onde vamos?
Ela responde:
– Conheço um lugar bom. Não é muito perto daqui, mas podemos ir conversando pelo caminho.

Agradecem o dono da barraquinha, despedem-se e seguem caminhando. Ha um minuto de silencio enquanto eles caminham. Félix, de boca cheia com o cachorro-quente, esperava Ieda começar o assunto, mas ela estava com um olhar meio aéreo. Estava com uma cara de quem está pensando no que dizer precisamente. Querendo quebrar esse silêncio inóspito que o inquietava e por estar curioso, Félix mesmo de boca cheia pergunta em tom de descontração mas ao mesmo tempo com um ar de seriedade:
– Onde você conseguiu tanta informação sobre mim? Você tem me observado? – Essa última indagação soou como uma cantada. E com olhar ávido mas ao mesmo tempo receoso, Ieda disse:
-Eu gostaria de falar tudo de uma vez para você. Mas ainda não posso, tenho que te contar como foi o começo de tudo isso para que você posso me entender.

Félix já era um tanto vivido. E sabia que isso podia resultar em um outro tipo de conversa. A beleza de Ieda lhe despertara interesse. Ieda era loira com mechas loiras só que em tonalidade mais escura. As mechas pareciam ser naturais. Tinha olhos claros que não chegavam a ser azuis e nem verdes, mas uma combinação dessas duas cores. Cílios grande e bem desenhados. Usava uma maquiagem fraca apenas para ressaltar o que havia de mais lindo em seu rosto: os olhos. Que olhar enigmático escondia-se atrás de um óculos retangular de armação levemente espessa. Olhos que se não fossem comprendidos seriam apenas olhos, mas se decifrados poderiam revelar uma vida. Dentes brancos e bem delineados. Parecia até ter usado aparelho ortodôntico. Roupas casuais, mas que mostravam as curvas de seu corpo. Uma cintura fina, pouca barriga, seios levemente fartos, sustentados por um sutien de renda e marmação de arame. Sua calça não era justa, para não aparentar tanta vulgaridade, e sim larga mas mesmo assim deixavam passar os traços de pernas firmes. Pernas de alguém que parece andar muito. Para os olhos de Félix uma linda mulher.

Ieda começou a contar o que fazia da vida. Contou que fazia faculdade de música e lecionava aulas de piano para crianças. Felix em meio a algumas mordidas do seu cachorro-quente soltava algumas interjeições para se mostrar interessado pelo papo, o que na verdade não era. Ele estava absorto olhando para Ieda e estava perdendo o rumo da conversa.

Já terminado o cachorro-quente, Félix limpa as possiveis sujeiras que teriam ficado do seu lanche e caminhando vai com Ieda por um caminho que ainda não conhecia. Até que Ieda vai reduzindo o passo, ainda falando com Félix, e se vira de frente para ele. Ele estranha a parada repentina naquele lugar, mas estava se sentindo bem ao lado dela e assim continuaram conversando. Félix falava de seu trabalho, sua vida, rotina, mas tudo que ele falava, Ieda parecia já saber. Os olhares se cruzaram e dessa posição não sairam. A conversa continuou. Ieda falava, Félix interjeitava, os tons de vozes foram baixando, as falas foram ficando cada vez mais sem sentido, a boca foi salivando como saliva quando se vê um prato suculento pronto para ser devorado, as cabeças foram se aproximando e o inevitável aconteceu. Um beijo forte, onde as bocas não medem espaço e esforço, onde a língua não consegue permanecer em seu recinto nato e invade o habitat alheio. Seguido de um abraço, como se dois imãs ajustassem seus pólos e grudassem um ao outro. Parecia um beijo desejado ha muito tempo, mas os dois nao se conheciam. Pelo menos Félix não conhecia Ieda. A mão de Ieda se move pelo corpo de Félix como as mãos dele fazem o mesmo. De um sobressalto Félix grita, após sentir uma picada, como se fosse um beliscão, ou uma arranhada em suas costas, perto da coluna:
-Au!Um pouco violenta você nas carícias!

Mas com o mesmo sobressalto que ele sai do beijo a imagem começa a ofuscar e ao olhar melhor para Ieda, a vê com uma seringa e uma agulha em mão e antes do baque escuta aquela voz ainda doce e com um olhar nem tanto dizer:”Desculpa”.

Ao acordar, Félix percebe que não está em casa e sim uma sala escura, com aparência envelhecida. Esta aparência se dava pelas cortinas nas grandes janelas. Cortinas vermelhas e que aparentavam ser de veludo. O recinto era dotado de tapete, móveis antigos de madeira maciça e luzes de pouca incandecência.

Nisso vem um homem grisalho e de aparencia jovial. Vestia um terno cinza, camisa branca e uma gravata escura, com um tipo de traço que Félix não conseguiu reconhecer. Esse homem diz:
-Que bom que você acordou meu jovem Félix! – Mais uma vez veio aquela sensação em Félix:”Todo mundo me conhece e eu não conheço ninguém. Por que isso? Por que comigo?” – Sei que você deve estar com muitos questionamentos. Eu quero esclarecê-los mas para isso tenho muita coisa para te contar e que você ainda desconhece. Escolhemos você pois temos um objetivo, algo a ser cumprido. Você se encaixa no perfil. Você pode estar se perguntando se não haveria outra forma de fazer essa seleção. Explicaremos isso para você também, mas precisamos saber se você está disposto a saber oq que temos para você ou deixarmos você livre. Faremos você esquecer pelo que passou aqui e poderá voltar ao momento em que procurava uma pessoa conhecida em comum: Gabriel. Você é quem escolhe:

a)Decidir escutar o que o homem grisalho tem a dizer.
b)Esquecer o que aconteceu desde a barraquinha de cachorro-quente e continuar ua busca ao Gabriel.

Qual o caminho?

EPISÓDIO 5- Hector Flemn.

(Caminho escolhido: Decidir escutar o que o homem grisalho tem a dizer )

Félix já estava cansado de tudo aquilo, mas queria saber de onde vinham as inforações sobre sua pessoa. Não tinha certeza do que estava fazendo, mas resolveu escutar o que o homem grisalho tinha para lhe falar.

Tão logo Félix se prontificou a escutar, as pessoas que estavam no quarto sairam e deixaram Félix e o homem grisalhos a sós. O homem pegou uma cadeira de madeira estofada com veludo vermelho que estava em uma escrivaninha que tinha no quarto e comodou-se ao lado da cama em que Félix estava. Félix reclinou seu corpo para poder sentar na cama. Nessa movimentação sentiu uma dor no corpo. Seu braço doia na altura em que sentiu uma dor depois de conversar com Gabriel. Estava se sentindo como se estivesse em um dia pós-ressaca. Mas estava pronto para ouvir. Nisso o homem grisalho começa a falar:

-Antes de mais nada deixa eu me apresentar. Meu nome é Hector Flemn. Coordeno a Blowayck há mais de 20 anos. Somos uma empresa que trabalha com perícia forense na informática. Empresas nos contratam para fazer perícias e também para investigar crimes e até mesmo pseudo-crimes que acontecem. Nós detemos um elevado nível de informação sobre diversas empresas. Empresas que nos contratam e empresas que investigamos por conta. Investigamos pessoas também. Pessoas que tem potencial para serem, como chamamos aqui de MB’s(Mentes Brilhantes). Alguns deles interferimos indiretamente para que se desenvolvam de forma prodígio e mais tarde os contratamos e outros temos de interferir diretamente. Invetigamos, estudamos pessoas, pois assim temos um grupo forte de pessoas extremamente especializadas para desenvolver os mais diversos tipos de tarefas que precisamos, pois além de perícia forense, com o conhecimento que temos interferimos em diversas outras áreas. O modo que “pegamos” você foi de certa rude visto que uma outra companhia já o tinha encontrado antes. Eu não sei o nome dessa outra companhia e nem o que ela quer, mas sei que o Gabriel pertence a ela e eles estavam querendo você tanto quando nós. Seu braço está doendo pois retiramos um localizador que o Gabriel tinha posto para lhe localizar. Estou falando isso pois quero que você trabalhe para nós. Você poderá continuar trabalhando para a Path Informática. Mas lhe daremos algumas tarefas para fazer e nos ajudar. Pagaremos pelos serviços e lhe daremos tudo o que precisar para realizá-los. Mas terá que ser um serviço altamente sigiloso teremos uns procedimentos para você seguir para então adentrar à nossa companhia. Mas como já foi falado podemos fazer você esquecer disso.

Félix estava achando tudo aquilo muito interessante. Ele adorava computação forense e gostava daquele ar de mistério.

Nesse meio tempo Ieda entra na sala e abraça Hector. E olha com aquele mesmo seu olhar misterioso para Félix.

-Ah! Ieda – sauda Hector – Essa menina trabalha para nós desde os seus 15 anos. Tem incrível habilidade com música, mas não é só por isso que ela está aqui. Ela tem outras habilidades que você possivelmente irá conhecer. Vamos conhecer os nossos aposentos?

Félix meio dolorido levanta e vai se arrumar atrás de um biombo com temas orientais que havia no quarto. Quando já estava pronto sairam ele, Hector e Ieda por um corredor e desceram 2 jogos de escadas. Havia um teclado numérico em uma parede com um pequeno visor ao lado de uma porta de metal. Hector digitou uma senha com 10 digitos e a porta abriu. Ao abrir Félix pode ver que o que ele esperava ser uma simples sala na verdade era um enorme espaco com vários níveis, vários computadores mesas com planinlhas e muita gente trabalhando. Hector mostrou todo o lugar para Félix. Este foi tomando a liberdade de andar sozinho pelo loca e ao tentar abrir uma das portas Hector mais do que rápido o impede. Diz que essa sala ele ainda nao poderia ver. Félix não ve problema nisso e continua a conhecer o local e as pessoas. Haviam, químicos, eletricistas, biólogos. Cada um fazendo algo em sua área e interagindo com outros. Todos olharam de um jeito meio estranho para Félix.

A hora foi passando e quando chegou a hora de Félix ir embora Hector lhe fez um convite:
-Você não quer passar a noite aqui em nossa companhia? Amnhã teremos alguem que leve você para casa ou trabalho. Se você não quiser chamo alguém agora para te levar para casa.

Félix estava gostando de tudo aquilo, mas algo ainda o deixava irriquieto. Mesmo assim ele dedicou um tempo para pensar:

a)Vou para casa
b)Fico na Blowayck

Qual o caminho?

 

EPISÓDIO 6 – Minha Casa!

(Caminho escolhido: Vai para casa)

Félix pensou e disse:
– Hector agradeço o convite, mas prefiro ir para casa. Moro com minha mãe e ela já deve estar preocupada.
-Eu entendo. Ieda você pode levá-lo?
-Claro Hector. Vamos Félix!

Félix e Ieda andaram quietos por alguns corredores e desceram por fim uma escada que dava ao andar subsol0. No lugar onde chegaram, haviam alguns carros e motos. Dentre os carros haviam desde simples fuscas a requintados Cadilacs e Aston Martins.

Ieda se dirigiu a um Vectra preto. Félix sentiu-se desapontado. Gostaria de ir em um Porsche Cayman, mas achou melhor não comentar nada. O que ele realmente queria era deitar em sua cama tranquilamente, relaxar e dormir.

Ao entrarem no carro Ieda vai ao volante. Ieda vestia um jeans escuro e uma blusinha com um decote que chamou a atenção de Félix. A blusinha era de cor clara. Félix não conseguiu definir a cor mas a blusa combinava perfeitamente com os seus olhos claros e que contrastavam bem com a calça e sapatos escuros.

Ieda coloca a chave na ignição e sem motivo algum olha par Félix. Este não hesita. Movido por uma força que desconhece coloca a mão atrás do pescoço de Ieda, puxa-a com força em sua direção e dá-lhe um beijo. Félix estava com medo que ela rejeitasse, mas pelo contrário, ela retribuiu. Os braços de Ieda envolvem a nuca de Félix. A outra mão de Félix vai para a cintura de Ieda e depois começa a passear pelas curvas que esta tinha. Aos acariciam como a carícia de saudade. Uma carícia de quem não se vê a anos e sabe que logo a outra pessoa irá embora.

O beijo é interrompido por um barulho de uma placa que cai no chão. Ambos procuraram para ver de que direção vinha o som, mas logo Ieda se aprumou em ligar o carro e seguir viagem.

No caminho Ieda com a intenção de quebrar o clima estranho pós beijo, começa a se queixar:
-“Nossa, estou muito cansada. Amanhã terei um dia muito puxado. Darei aulas para minhas crianças. Não sei se te contei, mas eu dou aulas de musicalização para criança. Sou pianista.”

Félix estava encantado com a mulher que via. A cada momento ele parecia lembrar dela de algum lugar. Parecia que eles já haviam passado uma vida inteira juntos se não fosse os desconfortos que tiveram em seus encontros a sós. Com algum esforço continuou a escutar o que ela falava.

-“Tenho que apresentar um trabalho na faculdade e também tenho umas funçoes a cumprir na Blowayck. Voce também não deve estar muito bem depois de tudo isso não é?”
Eles estavam próximos à casa do Féliz. Havia tumulto. Félix não deu muita atenção pensou serem apenas arruaceiros, ou algum tipo de festa,. Não sabia bem, mas continuou a conversar com Ieda.
-“É verdade. Estou muito cansado. Não vejo a hora de chegar em…….MINHA CASA!”

Félix não acreditava no que via. O andar em que morava no prédio estava em chamas. Saiu as pressas do carro para saber o que estava acontecendo. Estava apavorado. No caminho encontra com uma moradora do prédio que lhe conta que estava assistindo televisão quando ouviu uma explosão e logo depois ouviu pessoas sairem correndo de suas casa grintado: “Fogo!Fogo!”. Nisso ela também sai do seu apartamento e desce.
-“Félix. Não vimos sua mãe ainda…”
Félix tenta ligar para o celular de sua mãe. Ieda chega ao lado de Félix e demonstra preocupação. Ela quer saber o que está acontecendo.Félix lhe explica transtornado. Ela diz que pode chamar o Hector e ele pode ajudar no que precisasse. Félix já estava ligando para o corpo de bombeiros e por estar desconfiado de muitas coisas estava pensando em ligar para a polícia para investigar o que aconteceu também. Ele sabia que a polícia viria de qualquer forma. Só não sabia se chamava o Hector para lhe ajudar com a polícia, ou mantinha a Blowayck fora disso. Olhou para Ieda ainda indeciso:

a)Ligo para o Hector.
b)Não ligo para o Hector.

Qual o caminho?

 

EPISÓDIO 7 – Um rosto conhecido

(Caminho escolhido: Ligo para o Hector )

Em um sincretismo de sentimentos, Félix diz com a voz trêmula para Ieda: “Ligue para o Hector”.

Poucos minutos depois Hector havia chego ao local. Mais que apressadamente se direge a Félix e pergunta:
-Tudo bem com você rapaz?
Félix mecanicamente responde:
-Tudo. Eu não..
Interrompendo o que Félix iria dizer Hector pergunta em tom preocupado:
-Conversou com mais alguém com exceção da Ieda?
-Não.
-Nenhum chefe de polícia?
-Não.
-Nenhum jornalista?
-…Não.
-Nenhum…
-Hector, não falamos com ninguém! – intervém Ieda.
-Certo. Venha comigo Félix, vamos ver o que conseguimos.

O local já estava consumido por dezenas de curiosos, alguns dotados de câmeras, para vender as fotos para o jornal local. Os bombeiros já haviam conseguido cessar o fogo e uma equipe estava entrando para busca de novos corpos ou sobreviventes. Parte do predio havia ruido e afetado apartamentos de andares abaixo.

Ao chegarem próximos ao local, Hector dirige-se à um dos policiais que estava fazendo a segurança da área.
-Olá, eu estou com um dos moradores desse prédio e acreditamos que um dos familiares dele estava no local na hora do incendio. Gostaríamos de alguma informação, de poder entrar.
-Desculpe senhor, mas temos ordens restritas de não informar nada e vetar entrada de qualquer pessoa. Sinto muito, mas vocês terão que aguardar.
-Mas eu moro aqui. – fala aflitamente Félix.
-Desculpe, mas estou apenas seguindo ordens do capitão….
-Dornelles! – Hector fala em tom amistoso ao avistar tal sujeito. Interjeita de tal forma como se conhecesse tal pessoa ha um tempo.
Dornelles tinha o semblante sério. Dotado de um espesso bigode grisalho, vestia calça social marrom-escuro, presa a um supensório, que ainda podia se ver atrás do sobretudo, castanho, que vestia por cima para tentar disfarçar a barriga, não tão grande, que havia acumulado. Tinha os cabelos penteados para trás, cabelos estes que pareciam nao serem lavado ha um bom tempo pois aparentavel alto grau de oleosidade.
Hector vira-se para Félix e diz:
-Um minuto só.
E vai em direção a Dornelles. Cochicha ao pé do ouvido do mesmo, gesticula em direção do Félix e um tempo depois consegue adentrar ao recinto.
Após mau terem cruzado o portal de entrada, Hector gruda no pescoço de Dornelles e o empurra contra a parede. Os policiais à volta se aproximam, bem como as outras pessoas a fim de tomar parte da situção, mas Dornelles meio sem voz fala:
-Tudo bem, deixa comigo…
Hector, poe Dornelles no chao e novamente ao pé do ouvido de , faz força para que as palavras que saissem de sua boca fossem sussuradas
-Voce acha que eu estou de brincadeira? O que foi que eu lhe pedi ein? Custava cumprir um simples ordem?Cade a mãe do Félix? Cade a senhora Estela?
Estela era a mãe de Félix. Félix sabia que ela trabalhava autonomamente vendendo cosméticos. Logo o sustento da casa vinha das vendas da mae e dos trabalhos de Félix – Path Informática e seu site “Mundo Livre”- já que seu pai havia falecido quando Félix tinha apenas 5 anos de idade.
-Não sei Hector. Achamos um corpo carbonizado, mas ainda não sabemos de quem é, temos que mandar para a análise.
-Quero ser o primeiro a saber de tudo! O primeiro! – Vociferou Hector.

Enquanto isso do lado de fora, por uma rua escura ao lado do prédio, Félix ve uma figura conhecida sair sorrateiramente com algo embrulhado em lençois sobre o ombro. Félix achou estranha a cena, e por se tratar de um rosto conhecido foi atrás ver saindo sem Ieda ver, visto que esta tentava falar com alguns policiais. A pessoa começa a andar cada vez mais rápido e ao mesmo ritmo Félix vai atrás. Mais rápido, mais, mais, quando percebem já estao correndo e pela pessoa estar com um peso a mais tem velocidade reduzida e assim Félix vai se aproximando até o ponto de a pessoa olhar para trás e Félix se dar conta que era o vendedor de cachorro-quente da barraquinha que Félix ia após o trabalho. Em um baque, Félix reduz o passo e escuta o homem gritar, ainda na frente:”Voce não devia estar aqui, não devia estar vendo isso!”. Nisso um carro escuro se aproxima do homem, este entra no carro com o embrulho e assim somem até que Félix não os consiga mais ver.

Félix fica atônito. O que o vendedor de cachorro-quente estava fazendo? O que ele estava levando? O incendio foi proposital?

Nesse meio tempo Hector e Ieda se aproximam de Félix. Ambos vieram correndo.
-Por que saiu sem eu ver? – Pergunta Ieda
-O que aconteceu? – Em seguida pergunta Hector.

Félix não fazia idéia do que havia ocorrido. A idéia de que o incendio foi planejado nao saira da sua cabeça. Será que o Hector estava envolvido? Será o Gabriel? Para quem o vendedor trabalha?

Nessa confusão de pensamentos, Félix não sabe o que fazer:

a)Conta para Ieda e Hector, exatamente o que aconteceu.
b)Inventa uma história para Ieda e Hector.

Qual o Caminho?

Obs.:Se optar por inventar historia, sugerir a historia a ser inventada.

EPISÓDIO 8 – Alameda dos Coqueirais, 1388

(Caminho escolhido: Conta para Ieda e Hector exatamente o que aconteceu)

Félix fita Ieda e Hector nos olhos, acreditando serem um porto de confiaança e resolve contar o que havia ocorrido. Relata que já havia visto aquele homem na barraquinha de cachorr-quente e não poderia imaginar que tal sujeito poderia estar envolvido com os fatos. Comenta que Ieda também o conheci, visto que ela também frequentava tal barraquinha. Os que ouviam demostraram semblante surpreso e ao fim do relato acrescentaram.
-Devemos tentar encontrar alguma pista de onde ele pode ter ido. – Diz Hector
– Eu quero saber da minha mae. Onde ela está! Acharam algum corpo? – irritado com a prioridade de preocupação de Hector.
-Félix, os corpos encontrados foram levados para perícia, poderemos ter acesso à eles, ou alguma informação em algumas horas. Os feridos foram levados para o hospital universitário de São Tomé. Mas até o momento ninguém semelhante à sua mãe. – acrescenta Ieda.

Félix pensou em questionar como Ieda sabia as características de sua mãe, mas lembrou que eles sabiam muito mais dele do que ele mesmo. Completamente desorientado Félix coloca as mãos dentro do bolso da jaqueta, olha para o céu tentando buscar uma linha de raciocínio, alguma resposta. Dentro do bolso da jaqueta sente um pedaço de papel e pensa ser algum outro tipo de “brincadeira”. Ao retirar o papel percebe que este é aquele que havia recebido de Gabriel. Fita com um olhar inquisitivo a jaqueta e se dá conte de que faziam alguns dias que permanecia com ela. Era uma boa jaqueta feita com jeans marrom com alguns detalhes em couro, tão resistente que já havia aguentado cerca de 3 anos com Félix e ainda conservava um ar jovial.

-O que é isto? – diz Hector ao retirar rapidamente o cartao da mão de Félix.
-É um cartão que o Gabriel deixou-me quando….
-Eu sei. Por que não me contou isso antes? – Diz Hector questionando Félix – Você não revistou as coisas dele? – diz virando-se para Ieda.

Félix se assusta com a atitude de Hector, pois este parecia ser uma pessoa mais calma.

-Vamos ao endereço! – comanda Hector.
-Que endereço? – questionam atonitos Ieda e Félix.
-Ao endereço que está no cartão. Alameda dos Coqueirais 1388

Félix se surpreeende com  a rapidez em que Hector descobriu o código. Ieda sem nada entender apenas acompanha.

Hector mandou um de seus subalternos levar o carro em que havia vindo para o local os três(Hector, Ieda e Félix) foram para o vectra preto, que segundo Hector era mais discreto.

O trajeto até a Alameda dos Coqueirais foi caracterizado por um silêncio quase móbido, quebrado apenas pelos barulhos do motor do carro e da estrada. Hector dirigia como se já houvesse ido a tal local. A Alameda dos Coqueirais não era asfaltada, era uma rua um tanto quanto escondida. Félix achou estranho pois pensava em encontrar coqueiros e não árvores semelhantes a salgueiros. Ao final da alameda havia uma casa frondosa, com varanda extensa, dois andares, um gramado vasto e bem cuidado. As luzes, fracas, pareciam velas em castiçais.

Ao entrar na casa, sem mesmo bater à porta, deparam-se com uma linda sala decorada com um tapete ao centro que aparentava ser feito de pele de carneiro, uma lareira ainda acesa com detalhes em mármore, um piso de madeira escura, paredes com pedras rústicas e movéis como os da Blowayck, móveis antigos que ainda davam mais aconchego ao local. Ao lado da lareira havia uma estante com um televisor de 29”, que estav ligado e de imagem apenas aparecia ruído. Félix perceeu que havia um video-cassete abaixo do televisor que ainda estava fazendo a contagem do tempo. Rebobinou a fita enquanto Ieda e Hector procuravam por alguém na casa.

Ao ser iniciada, a fita comeca a mostrar a imagem de um homem de rosto redondo e abatido, mas que exibia um certo sarcasmo. Era o rosto de Gabriel, ele havia preparado aquela filmagem. Nesta ele estava sentado em uma das poltronas da mesma sala em que Félix, Hector e ieda estavam no momento e dizia:

” Enfim aqui chegaram, mas não encontrarão o que vieram buscar.
Fascinado por charadas, uma delas irei deixar.
A resposta será o local, onde uma nova pista encontrarão.
Vocês fazem parte do meu jogo, isso não é uma opção.
O cair de uma semente, declara o nascer de uma vida, uma estrada.
O cair da semente de Dai Jin, por vocês foi encontrada.
Informação que veio com o nome de uma alameda errada.
Quem pensou ver coqueiro, não encontrou
Quem pensou encontrar acalanto materno, não encontrou
Quem pensou encontrar-me não encontrou.
Mas quem quiser encontrar tente então responder
Ja tens um nome, diga-me onde viver
Ja tens o nascimento, só falta morrer.
Terás então um endereço para onde deves rumar
A charada é simples, não tem como facilitar.
O tempo não para, não vá esquecer
As coisas não esperam, nem eu nem você”

O ruido na imagem volta a aparecer. Os três olham-se mas ainda não sabem o que fazer.

a)Olham a casa em busca de mais pistas e desconsideram a charada.
b)Descobrem a resposta da charada e rumam ao local.

Qual o caminho?
Qual a resposta da charada?

PS.:As respostas serão cruciais a partir de agora, podendo intereferir mais do que interferiram até o momento. Está em suas mãos a continuidade ou o final da história.

51 Comments

  1. […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
    1. Thiago
      June 06, 2009

      Acho que descobri a resposta da charada…mas preciso de ajuda…

      “Mas quem quiser encontrar tente então responder
      Ja tens um nome, diga-me onde viver
      Ja tens o nascimento, só falta morrer.”

      O nome é Dai Jin, o pintor chinês…
      Ele nasceu no ano de 1388, o mesmo do endereço que Félix, Ieda e Hector estão no momento, o nascimento.

      Só falta morrer, isto deve ser o ano de morte, 1462, o numero do outro endereço, talvez. E o nome, algo relacionado com árvores, plantas, ou sementes.
      Eles podem ficar na casa, e procurar mais pistas para matar esta charada.

      Reply
  2. Tiago
    November 01, 2008

    Passa na barraquinha de cachorro-quente pois se é um lugar que Félix frequenta todo dia provavelmente ele fez alguma amizade lah, é uma das melhores coisas quanod se está estressado e com algum problema que não consegue resolver os amigos são uma boa fonted e incentivo d etentar denovo e bons ouvintes para desabafar e reclamar da vida.
    A história está massa e a Ieda parece ser uma garota interessante porém talvez um pouco timida. Quem sabe ela e o Félix não possam se tornar bons amigos ou quem sabe algo mais.
    Na barraquinha Félix encontra aquele rapaz de terno q estava no elevador, se espanta por um instante mas imaginou que devido ao fatod e o rapaz do elevador não combinar o terno e o sapato ele esteja usando roupa social por obrigação.

    Reply
  3. Renato
    November 01, 2008

    Acredito que ele não vá mudar a rotina de passar na barraquinha de cachorro-quente quano se atrasa só por estar meio frio, afinal todos na casa donde ele mora ( nao lembro se foi dito q ele mora sozinho ou não…) já sabem que nao precisam o esperar pra jantar quando ele demora, portanto se não passar na barraquinha fica sem janta, além das amizades citadas pelo tiago.

    Reply
  4. Johnatan
    November 01, 2008

    excelente criatividade John.
    Bom, gostaria que a história tomasse um rumo de suspense, com assassinatos, intrigas entre familiares.
    Não sei se é essa sua idéia?
    abraços..boa sorte

    Reply
  5. Johnatan
    November 01, 2008

    Apesar de Félix todos os dias passar na barraquinha, nesse dia ele deveria fugir dessa rotina, mas não conscientemente, pois como foi mensionado que seu dia ele não foi muito bom.
    Por isso, ele deveria ir direto para casa, e lá perceber que não havia se alimentado…

    Reply
  6. Johnatan
    November 01, 2008

    Desenvolver um conflito psicológico, em relação a dois pontos o seu dia não ter sido bom e ter “fugido” da rotina que acarretou uma necessidade de alimentar-se.

    Reply
  7. Leticia
    November 02, 2008

    Félix vai para a barraquinha de cachorro quente, não por estar com fome, mas pelo costume de passar lá frequentemente. Acaba seguindo esse caminho sem pensar, pois o homem de óculos circulares de alguma forma o distraiu. Félix pode ter pensado em como a rotina tornou a vida sem graça, vendo as mesmas pessoas todos os dias.

    Reply
  8. Tiago
    November 02, 2008

    Então…

    Barraquinha de cachorro quente….

    eh o mais intrigante… hahaha

    Reply
  9. Kowalski
    November 02, 2008

    Félix vai para a barraquinha de cachorro-quente simplismente por estar saindo tarde do trabalho e com fome!

    Reply
  10. ..:: Caio ::..
    November 04, 2008

    Félix vai para a barraquinha de cachorro-quente, pois está com muita fome, visto que passara o dia inteiro trabalhando no problema que seu chefe pedira.
    A história está boa… Acho que deve ter suspense e romance ao mesmo tempo….
    É isso aí John… Depois que juntar alguns textos, faça uma coletânea e publique-os….vc escreve bem…

    Reply
  11. Renato
    November 06, 2008

    Félix ainda ( acredita que, ao menos) tem um compromisso no trabalho dele, e segue normalmente sua rotina, apreensivo sobre gabriel, e aguardando contato do mesmo
    ta ficando interessante essa história!
    []’s

    Reply
  12. Thiago
    November 08, 2008

    Para mim ele procura investigar o que aconteceu…
    vai que abusaram dele?!?!
    Eu ia no banheiro dar uma checada nas coisas antes de qualquer coaisa.hehehehehe

    Reply
  13. Leticia
    November 08, 2008

    Félix vai atrás do Gabriel pois ele não tem nada a perder, se não for vai continuar com a vida super animada de sempre (isso foi ironia, só para constar) e vai deixar de saber que diabos houve com ele. Legal a história com um ar de suspense.

    Reply
  14. Luis
    November 09, 2008

    Caminho: (b) Vou a procura de Gabriel
    Razão: Um mistério desses não pode passar em branco, aconteceu algo realmente estranho e Felix não poderia continuar sua rotina sem descobrir o que houve!
    Sugestão: A história está legal, com muito suspense no ar nesse último bloco! Mas estou curioso sobre a Ieda!

    Reply
  15. Gabi
    November 11, 2008

    Caminho : b – Vou a procura de Gabriel

    Razão : Saber o que realmente aconteceu.

    Sugestão : Fantástica a sua criatividade John! ;*

    Reply
  16. Gabi
    November 11, 2008

    Caminho : b – Dou atenção a Ieda

    Razão : Ela pode ter alguma ligação com Gabriel

    Sugestão : Não deixa Félix comer ou beber qualquer coisa que não seja de seu hábito.

    obs.: colei no bloco de notas e fiquei na mesma. 😡

    Reply
  17. Renato
    November 11, 2008

    Mensagem em código: ALAMEDA DOS COQUEIRAIS, 1388
    Dá atenção à Ieda, pois não é assim pra conseguirem seu nome…

    Reply
  18. Solano
    November 11, 2008

    b)Dou atenção para Ieda pois quero saber da onde ela arranjou as informações.

    Reply
  19. Leticia
    November 12, 2008

    Ele dá atenção para a Ieda, pois é notável que pessoas desconhecidas sabem muito sobre a vida do Félix. Se por acaso a Ieda não ajudar ele pode ir até a Alameda dos Coqueirais, 1388

    Reply
  20. […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  21. Sarah
    November 13, 2008

    Caminho:Dou atenção para Ieda pois quero saber da onde ela arranjou as informações.
    Razão: Ela deve saber sobre o gabriel, pois em um dia ela não fala nada e em outro ela o chama e diz que quer conversar com ele, talvez Gabriel tenha pedido para dar algum recado .
    Sugestão: sem sugestões e a espera de sua continuidade ;P

    Reply
  22. Thiago
    November 14, 2008

    Certeza ver o que a mina tem a dizer… mulherada dando mole não pode perder hehehehehe…

    Reply
  23. Gabi
    November 14, 2008

    Aii John, continua a escrever… to ansiosa.
    aiuheiuahuiahea

    ;**

    Reply
  24. Ale
    November 15, 2008

    oi john!
    eu ia votar pra ele dar uma desculpa e bem depois ela reaparecer na historia, mas eh meio dificil uma pessoa saber tanto assim da gnt e nao dar nem um pouco de curiosidade hehe… então, vamos ver o q ela tem a dizer =]
    bjoo

    Reply
  25. […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  26. Leticia
    November 18, 2008

    Caminho: O Félix escuta o que o homem grisalho tem a dizer. Se ele voltasse a procurar o Gabriel poderia perder tempo e oportunidades de adquirir mais informações sobre o que está havendo com ele. Se o Gabriel é um “amigo” em comum entre eles o Félix poderia ser levado novamente para esta sala de experiências mesmo depois de ter decidido esquecer dessas lembranças, sendo assim, não parece fazer muito sentido ele apagar este momento.

    Gostei muito desse capitulo, os detalhes das ações foram descritos de uma forma muito interessante, com um vocabulario diferente que chamou minha atenção. Parabens =)

    Reply
  27. Renato
    November 18, 2008

    Escuta o que o homem grisalho tem pra dizer, porque foi bem ousado o que foi feito pra pegá-lo e porque homem não larga rabo de saia e quer ver Ieda de novo.

    Reply
  28. Ale
    November 20, 2008

    esquecer o acontecido!!
    hasuashuhas
    tah axo q vai ser o ùnico voto pra isso =D

    Reply
  29. Gabi
    November 20, 2008

    Ouve o grisalho !

    Reply
  30. Renato
    November 26, 2008

    Vai para casa! não sabe nem há quanto tempo está nessa empresa, e também precisa verificar o que eh essa dor no braço, se é pq foi removido um localizador ou se foi inserido um agora!
    então vai pra casa, félix!

    Reply
  31. […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  32. Gabi
    November 26, 2008

    Fica na empresa ! Amanhã depois do trabalho recusa qualquer convite e vai pra casa!

    Reply
  33. Leticia
    November 28, 2008

    Vai para casa, aconteceu muita coisa em pouco tempo e o Félix precisa esfriar a cabeça, aceitar tudo o que dizem de repente não é algo muito sensato, se expor a tantos “perigos”.

    Reply
  34. renato
    November 28, 2008

    pra contabilizar meu voto, q ficou acima da linha: ” Vai para casa! não sabe nem há quanto tempo está nessa empresa, e também precisa verificar o que eh essa dor no braço, se é pq foi removido um localizador ou se foi inserido um agora!
    então vai pra casa, félix!”

    Reply
  35. Fênix « Qual o caminho?
    December 13, 2008

    […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  36. Férias? « Qual o caminho?
    December 17, 2008

    […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  37. Renato
    December 17, 2008

    é a Mãe dele, Liga pro Hector 😛

    Reply
  38. Gabi
    December 18, 2008

    é a Mãe dele, Liga pro Hector 😛 [2]

    Reply
  39. Diego
    December 23, 2008

    Ligo para o Hector =D

    Reply
  40. Victor
    December 24, 2008

    Porque você não tinha me contado sobre essa história antes?

    Bom, a ultima coisa em que eu iria pensar no momento seria ligar para o Hector, concerteza eu entraria no prédi em chamas pelas escadas e tal…

    Muito boa a história escreve bem, apesar de não ser meu estilo de romance. Prefiro textos mais instropectivos, ao estilo machadiano (não ao estilo Clarice Lispector que enche o saco HAHAHA), e AMO NOIR! 🙂

    abraços

    Reply
  41. Confúcio « Qual o caminho?
    December 24, 2008

    […] Qual o caminho? – A História […]

    Reply
  42. Diego
    December 24, 2008

    certeza que a)Conta para Ieda e Hector, exatamente o que aconteceu.

    assim da para saber pela reação deles, se tao ou nao envolvidos de alguma forma com o carinha do cachorro quente 😀

    Reply
  43. Renato
    December 24, 2008

    Ia dizer pra ele inventar uma História, mas por falta de criatividade e porque o diego me convenceu de que seria interessante ele contar a verdade… ele Conta exatamente o que aconteceu pra Ieda e Hector. Se bem que se foram eles q fizeram isso eles já tinham algum plano em mente… Logo uma desculpa plausível tb

    Reply
  44. Victor
    December 24, 2008

    Pra começar, “vociferar” é um verbo tr00.

    Então, eu contaria a verdade: “Olha, tava atrás do dono da barraca de cachorro quente que saiu no gás aqui e tal”

    Reply
  45. Gabi
    December 26, 2008

    conta a verdade

    Reply
  46. Diego
    January 06, 2009

    bom tentei achar alguma resposta logica com a charada, li ela varias vezes e ainda nao consegui nada, tentei procurar algo com a tal semente Dai Jin, mas o que eu achei era que era um homem e nao uma semente :s

    já que eles tem um nome, nos outros capitulos gabriel fala para qual empresa trabalha, nao custa ir la e perguntar sobre ele.

    eu gostaria de eles olham a casa em busca de mais pistas e desconsideram a charada, so que a charada nao sai da cabeça de Yeda.
    ela pode ficar pensativa, e refletindo sobre a charada, dando dicas para nós leitores =P

    Reply
  47. victor
    January 10, 2009

    Após uma análise rápuida da charada:

    rima → AABBCCCDDDEEEAAEE

    contém 17 linhas

    contém 782 letras

    curisosidade: 782 = 46 * 17

    46 é uma possível resposta.

    outra curiosidade 46 = 2*23, 23 é um número místico para algumas pessoas http://en.wikipedia.org/wiki/23_(numerology)

    Dai Jin é um pintor chinês, creio que a charada pode estar relacionada a um quadro de Dai Jin.

    creio que eles não possam desconsiderar a charada. parece-me crucial. eu tentaria decifrá-la.

    Reply
  48. Renato
    January 14, 2009

    Resposta bem completa, Victor, eu busquei sobre Dai Jin, e também percebi quje este é um pintor Chinês, fundador da Escola de Pintura Zhe, da dinastia ming. pode não ter muito a ver com quadros de Dai Jin, mas da semente que ele plantou, logo quadros de toda a escola Zhe.(mas ta complicando demais dai…)
    Lendo mais um pouco a charada, percebe-se também sobre a parte do acalanto materno não encontrado, dá pra relacionar isto de alguma maneira com o fogo ateado na casa de Félix, sei la…
    Decifra-me ou te devoro…

    Reply
  49. Thiago Mayron
    June 12, 2009

    Achei uma pista do poema….mas preciso de ajuda..
    “…Mas quem quiser encontrar tente então responder
    Ja tens um nome, diga-me onde viver
    Ja tens o nascimento, só falta morrer.
    Terás então um endereço para onde deves rumar…”

    O nome, Dai Jin, pintor chinês que provavelmente vivia na china. Sua data de nascimento, 1388, o mesmo número do endereço da Alameda dos Coqueirais. Sua morte foi em 1462, talvez o outro endereço que fala no poema. Com essas informações, podemos conseguir um novo endereço. Mas não sei qual…
    Acho que eles devem descobrir a charada e ir ao próximo local.

    Reply
  50. Volta? – John Theo
    April 23, 2013

    […] Era, no início um diário, que com o tempo misturou-se com a narrativa de uma história tosta Qual o Caminho? – A História. A idéia eu até achei legal, pois tinha interatividade com o pessoal, mas chegou um ponto em que […]

    Reply

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