Eu vou morrer amanhã

Olá!
Eu estava quase dormindo quando tive a idéia desse poema. Lembrei de Álvares de Azevedo em seu poema “Se eu morresse amanhã”. Não sei se é releitura o que eu fiz, enfim. Escrevi algumas coisas. Como sempre não saiu como eu queria, mas tenho as minhas limitações. A mente anda um pouco mais rápido.
Abaixo o poema.Forte abraço e até breve!


Eu vou morrer amanhã

Eu vou morrer amanhã
Sim, eu sei que não virás meu amigo
Não guardo, nem guardarei rancor
Por que levar isso comigo?

Eu vou morrer amanhã
e é como se eu não estivesse indo
O que é tratado com dor, sofrimento
Eu vo-lo faço sorrindo.

Eu vou morrer amanhã
Sei que daqui nada vou levar.
Talvez um terno de madeira, trapos,incensos
Quisera eu levar os bons momentos.
E que se não foram sinceros, não diga nada
Deixe-me nessa areia pisar.

Eu vou morrer amanhã
E como não levo nada, nada deixo também
Pois tudo que pensa,planeja, produz, processa, palpita, pulsa, PARA!
Vai,vem.

Eu vou morrer amanhã
Meus neurônios são o prenuncio do meu corpo.
Memória, mente, matéria, momentos se reciclam.
O equilíbrio há de vingar
Uma vida se perde, mas há outra a se ganhar

Eu vou morrer amanhã
Não fiz o mínimo que eu queria e a vida encerra
Sempre mantive os pés em terra.
Sorrir,Chorar
Ruir,Reinar
Ganhar,Perder
Viver,
Faz Bem!

Eu vou morrer amanhã
e os ponteiro soam como um Réquiem
Meus olhos pesam pois o fim do dia chega
Estou morrendo desde que nasci
Segundo após segundo
Minuto após minuto
Hora após hora
Fito o relógio com o que da visão sobrou
A casa ressoa, meia-noite chegou….

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